Leia a tradução do monólogo de “Ride” | Lana Del Rey Brasil | Sua principal fonte sobre Lana Del Rey no Brasil!


Ouça abaixo e leia a tradução do monólogo que foi apresentado por Lana Del Rey no curta-metragem de “Ride”:

Eu estava no inverno de minha vida – e os homens que conheci pela estrada foram meu único verão. À noite caía no sono com visões de mim mesma dançando, rindo e chorando com eles. Três anos estando em uma turnê mundial sem fim e minhas memórias deles eram as únicas coisas que me sustentavam, e meus únicos momentos felizes de verdade. Eu era uma cantora, não muito popular, que uma vez teve sonhos de se tornar uma bela poeta – mas por uma infeliz série de eventos viu aqueles sonhos riscados e divididos como um milhão de estrelas no céu da noite, que desejei de novo e de novo – brilhantes e quebradas. Mas eu não me importava porque sabia que era necessário conseguir tudo que você sempre quis e então perder para saber o que liberdade realmente é.

Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que estive fazendo, como eu tinha vivido – me perguntaram o porquê. Mas não há utilidade em falar com pessoas que tem um lar. Eles sabem o que é procurar segurança em outras pessoas, já que lar é onde você descança sua cabeça.

Sempre fui uma garota incomum, minha mãe me disse que eu tinha uma alma de camaleão. Sem senso de moral apontando para o norte, sem personalidade fixa. Apenas uma indecisão interior tão extensa e tão ondulante quanto o oceano. E se eu disser que não planejei para que tudo fosse desse jeito, estaria mentindo – porque nasci para ser outra mulher. Pertenci a alguém – que pertenceu a todo mundo, quem não teve nada – que quis tudo com uma vontade por cada experiência e uma obsessão por liberdade que me aterrorizava a ponto de não poder sequer falar sobre – e me levou a um ponto de loucura onde tanto me deslumbrava quanto me deixava tonta.

Toda noite eu costumava rezar para que pudesse encontrar meu povo – e finalmente encontrei – na estrada aberta. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejávamos mais – exceto fazer de nossas vidas uma obra de arte.

VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre.
*Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo.*

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias?
Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?
Eu criei.
Sou maluca pra caramba. Mas sou livre.

- Lana Del Rey

Scans > Ride (Monologue)

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Considerações finais:

A vida nem sempre é fácil, mas às vezes você é abençoado o suficiente para conhecer suas almas gêmeas artísticas ao longo do caminho.
Depois de anos permanecendo fiel às minhas próprias visões artísticas, conheci Anthony Mandler que compartilha do meu amor por todas as coisas sombrias e bonitas, e entendeu a minha paixão e devaneio para o país que a América costumava ser.
Ele ajudou as visões da minha imaginação se tornarem reais e a contar as minhas diferentes histórias de vida através do cinema.
Sua técnica é requintada e juntamente com as habilidades de edição de seu amigo de longa data Jeff Selis, sua arte é sempre inovadora e honesta.

Esta canção foi composta por um dos meus amigos mais antigos Daniel Heath, e os belos acordes por trás das palavras foram escritos por mim e meu muito inspirador amigo. Justin Parker.
Finalmente, Rick Rubin produziu a canção em Malibu no Shangri La Studios. Portanto, é um assunto de família.
O mundo que eu criei do lado de fora é finalmente tão belo quanto era na minha mente quando comecei a escrever e sonhar, e que – como você sabe – é uma coisa muito, muito rara.
E por isso eu sou eternamente grata a todos os meus maravilhosos amigos e parceiros na música e a minha gravadora que ajudou minha visão a florescer e por ser uma parte de algo que é agora maior do que nós.

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